Classificação de resíduos de serviços de saúde: entenda por que separar corretamente importa
Nem todo resíduo produzido num estabelecimento de saúde representa o mesmo tipo de risco. É por isso que existe a classificação dos resíduos de serviços de saúde, os RSS. Ela diferencia os resíduos conforme suas características e riscos associados, orientando etapas posteriores como segregação, acondicionamento, identificação, armazenamento, transporte, tratamento e destinação.
Em outras palavras, identificar corretamente o resíduo no início influencia todo o caminho que ele vai seguir depois.
Como os resíduos de serviços de saúde são classificados
No Brasil, os RSS são tradicionalmente organizados em grupos conforme suas características.
Grupo A, resíduos com possível presença de agentes biológicos. Inclui resíduos cujas características podem apresentar risco de infecção, observadas as subdivisões e critérios definidos pela regulamentação aplicável.
Grupo B, resíduos contendo produtos químicos. Abrange materiais que podem apresentar risco relacionado às suas características químicas.
Grupo C, rejeitos radioativos. Relacionados a materiais com radionuclídeos nas condições previstas pelas regras específicas.
Grupo D, resíduos comuns. Materiais que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico que exija enquadramento nos outros grupos.
Grupo E, materiais perfurocortantes ou escarificantes. Inclui materiais capazes de perfurar ou cortar, como agulhas, lâminas e outros itens dessa categoria.
A classificação concreta de cada resíduo precisa seguir a legislação e as normas vigentes aplicáveis à atividade.
Por que a classificação precisa acontecer no ponto de geração
Porque depois que materiais diferentes são misturados, pode ser impossível desfazer o erro com segurança. Imagine um resíduo comum colocado num recipiente destinado a um resíduo que exige tratamento específico. A partir dessa mistura, esse material passa a integrar um fluxo de gerenciamento mais complexo e mais caro do que seria necessário. É por isso que a segregação correta começa no momento e no local em que o resíduo é gerado.
Classificar errado pode aumentar custos
Sim. Quando resíduos que poderiam seguir fluxos distintos são misturados, a empresa acaba aumentando desnecessariamente o volume encaminhado para processos específicos de tratamento. Separar corretamente não é só uma questão de organização. É também uma forma de tornar o gerenciamento mais eficiente.
Quem precisa saber identificar os resíduos
Não só o responsável técnico ou a administração. Os profissionais que geram e manipulam resíduos no dia a dia precisam conhecer os procedimentos das suas atividades. Uma classificação perfeita no PGRSS não resolve o problema se, na rotina, o material vai parar no recipiente errado. Por isso treinamento e orientação fazem parte de um processo consistente.
A cor da embalagem é suficiente para identificar um resíduo
Não. Não se deve classificar um resíduo apenas pela aparência ou pela cor do recipiente. A identificação visual integra o processo, mas o enquadramento depende das características do material e das regras aplicáveis. Primeiro se identifica e classifica o resíduo. Depois são definidos acondicionamento, identificação e demais procedimentos.
O que acontece depois da classificação
A classificação orienta toda a cadeia: gerou, identificou, segregou, acondicionou, armazenou, coletou, transportou, tratou, destinou. Um erro logo no início pode repercutir em várias etapas seguintes. Por isso uma gestão eficiente começa antes da chegada da empresa coletora.
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