Erros na separação dos resíduos aumentam seus custos

Erros na separação dos resíduos aumentam seus custos sem você perceber

Separar resíduo errado parece um problema pequeno, resolvido na hora com uma bombona a mais. Na prática, é um dos fatores que mais infla o custo mensal de gestão de resíduos em estabelecimentos de saúde, e quase ninguém percebe de onde vem a diferença.

Como a mistura eleva o custo

O tratamento de resíduo infectante custa significativamente mais que o de resíduo comum, porque envolve autoclave, incineração ou processo equivalente, seguido de disposição especializada. Quando um saco de resíduo comum é misturado com material infectante, todo aquele volume passa a ser tratado como infectante. Um papel de escritório jogado na bombona errada encarece o descarte de todo o lote.

Onde o erro costuma acontecer

Na maioria dos casos, o problema não está na intenção, está na rotina. Funcionário sem treinamento não sabe diferenciar os grupos de resíduo. Lixeira sem identificação clara recebe de tudo. Falta de recipiente específico para perfurocortante faz a agulha ir parar no saco comum, contaminando o restante.

O impacto que passa despercebido

Esse tipo de erro não aparece isolado numa fatura. Ele se acumula mês a mês, no volume de resíduo classificado como infectante que na verdade não precisava ser. Comparar o volume gerado com o perfil real de atividade do estabelecimento costuma revelar essa distorção, mas poucos gestores fazem essa conta.

Como corrigir sem grande investimento

A correção começa com identificação visual clara em cada ponto de descarte, treinamento periódico da equipe e recipientes adequados disponíveis onde o resíduo é gerado, não apenas na sala de armazenamento. Ajustar isso costuma reduzir o volume de resíduo infectante sem qualquer mudança na estrutura física do local.
Separar bem custa pouco. Separar mal custa todo mês, de um jeito que raramente aparece explicado na fatura.